sexta-feira, 16 de dezembro de 2022
domingo, 9 de janeiro de 2022
Cadáveres e catástrofes: quem dá mais?
Ligo a TV, de bobeira. Canais de notícias pesando a mão para falar do acidente em MG. Em repetição infinita, imagens de um paredão de pedra que se desprende, cai; barcos, turistas, tragédia. A apresentadora narra o que já está explícito. Depois acrescenta: “Assista novamente, agora com o áudio. É possível ouvir gritos”. A imagem de segundos se repete novamente, agora com ruídos. “Acompanhe o resgate das vítimas”.
Tem quem pense que isso seja uma das marcas da nossa decadência ética, moral, sabor limão e afins. “Não sabem mais o que fazer para ter espectadores”, “Apelação barata”, “Falta de respeito”, “Sensacionalismo”, “Onde é que chegamos” e “[DEIXE AQUI SEU COMENTÁRIO INDIGNADO CONTRA A IMPRENSA]”. Pooooréeeeemmmmm... vale lembrar que a prática é tão velha quanto a própria imprensa, principalmente a policial e a que cobre desastres. Nunca existiu uma imprensa “respeitosa” com relação a esses temas, e muito cedo se entendeu que tragédia, horror e baixaria vendem. E muito.
Uma das figuras que melhor representaram essa dinâmica foi o repórter fotográfico Weegee (Arthur Fellig), que cobriu os bas-fonds de NY entre 1930-50. Em suas fotos, sobra cadáver com tiro na cara sangrando na sarjeta, entre outros. Antes de se tornar consultor renomado e realizar experiências fotográficas, Weegee vivia da venda de fotos da noite nova-iorquina para jornais, então, as imagens precisavam impressionar, tinham que ser dramáticas, para serem reproduzidas, compartilhadas, repetidas. E como um cadáver no chão nem sempre rendia uma imagem chocante na página policial, o fotógrafo não hesitava em arrastar um corpo para mais perto de uma lata de lixo ou placa, por exemplo, nem a fabricar poses mais impactantes com os cadáveres. Tudo tinha que ser rápido, antes da chegada de outros fotógrafos (ele revelava as fotos dentro do próprio carro). A história do sujeito é ótima, suas imagens mais ainda.
Voltando para a atualidade, a gente percebe que a ideia permanece, mesmo que algumas práticas (em teoria) não sejam mais permitidas. Só que o mais irritante é a camada de “seriedade jornalística” que tentam pincelar em cima do sensacionalismo mais chinelagem que mostram, é a cara de conteúdo que apresentadores e apresentadoras tentam ostentar enquanto arrastam uns corpos aqui e umas tragédias ali. Tirar imagens de foco não confere qualquer dignidade a essas coberturas que, sabemos, são montadas para garantir telespectadores para publicidade de bancos, montadoras, empreiteiras, multis & parasitagem em geral.
Weegee em ação (anos 1930)
sábado, 23 de outubro de 2021
Medievo tropical
Ablação
Para Jair Henrique Miranda Ratton (1969-2008)
In Coletânea de poetas brasileiros contemporâneos – Editora Persona, 2021.
Belicismo do bem
Não
tô podendo com tias papa-hóstia que agora xingam arcebispo, pois
sujeito faz sermão pacifista. Estamos falando de pacifismo (básico para
religiosos praticantes, não?) e arcebispo! Tá, não é um cardeal, mas tá
bem posicionado na fila eclesiástica do pão, oras! Apostólico romano tem
que respeitar hierarquia. Não é padre de paróquia trabalhado na
teologia da libertação, daqueles que congregados adoram chamar de
'vermelho' desde que marcharam com deus pela liberdade em 64... Vai daí
que tia carola agora deu de compartilhar postagem de um grupo chamado
'pátria armada', que mostra a soldadesca suíça: meia listrada, penacho
vermelho, armadura e um arsenal de baionetas e fuzis Mauser. Como
legenda, 'se até o Papa tem armas...'. Gentes, que vergonha que dá!
Quedê-lhe coerência? E quedê-lhe aquele conhecimento sobre história que,
juram as papa-hóstia, elas dominam como ninguém? Socorro. ![]()
domingo, 1 de agosto de 2021
Dispautérios vetustos
Sempre bom lembrar que idade não é sinônimo de sabedoria acumulada. Se vivente passou a vida numa penúria de raciocínio, é bem provável que assim permaneça. Hoje, por exemplo, tem véi informando no fêici que “não entregarão a nação ao comunismo”. Como se vê, a questão não é apenas geriátrica...
sexta-feira, 30 de julho de 2021
terça-feira, 27 de julho de 2021
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021
Agenda
Agarrar-se nas dobras da vida
para esquecer a peste
e meter na miséria carimbo de carma
Ignorar violência – já preencheu os espaços da vida,
só quebra dentes de quem afunda
Discutir a validade do parágrafo quinto do artigo xpto,
a relevância da mesa redonda,
a importância da aliança política,
o aprendizado pessoal.
Trabalhe a distância.
Assine petição.
Faça pão.
Beba água.
Exercite-se.
Pronto, mais um dia terminado.
sábado, 20 de fevereiro de 2021
A escola e os eternos palpites toscos
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Prêmio “Pessoa Corrupta do Ano”
O Organized Crime and Corruption Reporting Project’s – Projeto de Reportagem sobre Crime Organizado e Corrupção – é uma associação jornalistas investigativos de várias partes do mundo que todo ano elege uma personalidade/instituição que tenha realmente contribuído para o avanço da corrupção e do crime organizado. Já “premiaram” Putin, Maduro, Duterte, Erdogan, Trump, entre outros. Adivinha quem recebeu o maior caneco em 2020? Pôxa-que-surpresa-né-como-poderíamos-saber-e... Não, pera!
Legalização do aborto na Argentina
O
importante não é saber se eu sou contra, a favor, se faria ou não, se
minhas crenças condenam ou aprovam. O que eu penso, individualmente, não
conta, pois o importante é que mulheres que precisem do procedimento
possam fazê-lo de forma segura, descriminalizada e fora de uma discussão
moral.

Não tem humor, não tem leveza
domingo, 22 de novembro de 2020
terça-feira, 6 de outubro de 2020
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Das cavalgaduras e dos cavalos
Em tempo: cavalos não tiveram escolha, ao contrário de eleitores brasileiros 2 anos atrás. 🐎
sábado, 7 de março de 2020
Cavalgaduras em cruzada
sexta-feira, 6 de março de 2020
Cuidado com os idos de março e o “feliz dia da mulher”
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
Ausência de espinha dorsal facilita a passada de pano

terça-feira, 31 de dezembro de 2019
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Mediocridade, má fé & condescendência: a imprensona nacional
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
CSI: Trambique
📺Intervalo comercial em 1996, com chamadas para debates do tipo “eu separo sexo de amor” e “dou chinelada nos filhos”, para venda de vinis, K-7 e CDs que “vão mexer com você dos pés à cabeça” e, claro, para os extraordinários serviços de Walter Mercado, blond ambition esotérica.
terça-feira, 29 de outubro de 2019
#SalvemAsHienas
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Marco Zero Marília Lila Mountain bike, smart watch, ciclo computador, bolsa de quadro com o smartphone, ele cruza a cidade em di...
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Existe saudade que movimenta o arredor, desafia o ar, manufatura encontros. E tem aquela, a do outro tipo, que carrega pro beco sem saída, n...















