quarta-feira, 30 de novembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Molotov
Parlamentares em coquetel.
Quem não comemora, lado de fora
Oposição é caso de polícia
não de política.
não de política.
Classe-média informada formatada vê
Que depredaram dois carros.
Que picharam a parede.
Que quebraram o vidro.
Sabiam!
Oposição é distúrbio
Oposição é distúrbio
E cultura política
– participação, estudo, trabalho –
– participação, estudo, trabalho –
anula-se no berro
Cala boca, baderneira!
Cala boca, baderneira!
Não argumentam
não me perguntam – só sabem
a TV mostrou.
Alguém virou o carro.
Alguém jogou a pedra.
Alguém usava máscara.
Na dúvida, trancar a vidinha
sem grandes possibilidades.
Aplaudir o coquetel.
Aplaudir a rapinagem.
Quebrar o país, só por vias institucionais.
Oficiais.
Oficiais.
Patrimônio vandalizado é vidro quebrado.
Querem ordem.
Não justiça nem solidariedade.
Igualdade-liberdade é samba enredo
slogan de padaria francesa – très chic.
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Deixa vir o asteroide!
No final dos anos 90, meu amigo Chiquinho tinha uma teoria, ou melhor, um mito de destruição, que falava do Grande Pai Asteroide. Este voltaria a Terra, levando consigo toda a humanidade. Em resumo: asteroide se choca contra o planeta, morremos todos.
Entra década, sai década, essa teoria/mito permanece:
Tá. Mas aí, a gente olha pro lado e reavalia a necessidade dessa prevenção, né?
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😒
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😒
😒
Francamente?
Que venha o asteroide!
Será falha humana, de toda a forma.
😱
O caneco do dia vai para o Diário Catarinense e sua síndrome de
“é nóis, estamos protagonizando, mesmo que seja com tragédia”.
“é nóis, estamos protagonizando, mesmo que seja com tragédia”.
🚯
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sábado, 19 de novembro de 2016
Sharon Jones (1956-2016)
100 Days, 100 Nights
|2007|
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
Volta pra PQP!
A moça entra no elevador. Na sua sacola se lê ONU Mulheres. O vizinho a “xinga” de comunista, diz que os militares deveriam voltar para matar "esse tipo de gente". O moço sai com a camiseta do desenho animado: estrelinha amarela, fundo avermelhado. Ele é xingado na rua: petralha!. Pessoa de bicicleta na ciclovia. Xingada: "volta pra Cuba, comunista!". Aluno critica autor que nunca leu: “é comunista, não leio”. Professor universitário sentencia que só há racismo porque falamos demais sobre o assunto. O outro não mede palavras para dizer que mulheres precisam saber se vestir – afinal, “nada mais ridículo que uma mulher sem noção”. Criaturas que foram pra rua berrar pelo impeachment, panelar contra a corrupção, as cotas, as bolsas: envolvidas em fraudes até o pescoço – afinal, se a fraude beneficia “minha família”, tá valendo; corruptos & bandidos são os outros. Alunos preocupados com políticas públicas para a educação, com a infraestrutura das escolas, com os processos ensino-aprendizagem: “vagabundos, manipulados!”.
Aaahhh, são apenas casos isolados.
Isolados? Apenas?
Precisamos de quantos 'apenas' para criar um padrão?
De quantos 'isolados' para formar uma multidão?
Vamos pagar pra ver?
Até o limite do tarde demais?
Precisamos de quantos 'apenas' para criar um padrão?
De quantos 'isolados' para formar uma multidão?
Vamos pagar pra ver?
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quinta-feira, 20 de outubro de 2016
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Facul: expectativa x realidade
Não adianta. Mesmo para viventes já rodadas como eu, a ideia de aula na universidade guarda, em algum lugar de nossos cérebros, uma expectativa marromenão assim:
Claro que a uma forma dessas corresponderia um conteúdo fantástico. Não aquele que distrai como stand-up, que produz risonhos e felizes. Nada disso. Pense aí naquela sensação de descobrir algo, de sentir as dúvidas se multiplicando em progressão geométrica dentro das suas pequenas certezas; pense naquele maravilhamento de ouvir uma criatura que sabe muito, por estudo, vida e experiência, e que está ali, entabulando discussão com você e seus semelhantes. Pense.
A gente sabe que as coisas não são essa lindeza toda, mas não chega a imaginar que se arrastem no meio fio, que se nivelem pelo medíocre... A gente não imagina que vai ter que debater com profe sobre a maneira como mulheres “de certa idade” se vestem; a gente não imagina que vai ter que ouvir que a moça da minissaia quase foi linchada na facul, 10 anos atrás, porque não se deu ao respeito (e a gente não sonha que vai ouvir a collègue dando razão ao profe) ...
A gente também não imagina que a profe vá promover hemorragias de caneta bic sobre as produções dos alunos e as exponha, erguendo triunfalmente folhas de papel feito cabeça espetada em estaca. Não imagina que profe orientador fique dormindo no dia da banca de qualificação do aluno, pois esqueceu, se confundiu com os horários (que ele mesmo definiu). Moçada não imagina que profe vá narrar suas aventuras com a moça do leste europeu; não imagina que vai ouvir o melô da meritocracia; a choradeira porque é tanto trabalho; porque têm que tirar dinheiro do próprio bolso para organizar sabe-se lá o quê; que as aulas se resumam a orientandos preenchendo tempo – nada contra os orientandos, tudo contra a política alguém-tá-lá-ocupando-tempo-no-meu-lugar (minha foto num balão também conta como presença?)
A gente não imagina que vai ficar espremido entre uma PEC 241 e pessoas que não podem, não merecem, não devem estar à frente de um grupo de alunos. Como dizem meuzcoleguinha, que morte horrível...
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
PEC 241: Deputados terão coragem de dizer que defendem educação e saúde? |Sakamoto|
“A Câmara dos Deputados vai votar a proposta que muda a
Constituição Federal para impor um teto ao crescimento nos gastos
públicos. Com isso, o montante que o governo pode gastar será reajustado
pela inflação do ano anterior, o que significa que os recursos para
implantar novas ações serão limitados. Se a educação e a saúde públicas
fossem exemplares, vá lá. Mas falta muito para alcançarmos a linha de
dignidade.
Ou seja, ao contrário dos contorcionismos, malabarismos
e truques de mágica que o governo Temer faz com as palavras para que
você acredite que nada vai acontecer, essa medida irá impactar os
investimentos nessas áreas fundamentais, a partir de 2018 e pelas
próximas duas décadas.
Atrelar o crescimento de gastos em educação
e saúde à inflação tem um efeito cumulativo sentido ao longo do tempo.
Talvez nem seja você a sentir a paulada, mas seus filhos e netos.
O
aumento da destinação de recursos em educação e saúde tem ocorrido
acima da inflação nas últimas décadas – em parte para responder às
demandas sociais presentes na Carta Magna de 1988 e, consequentemente,
tentar reduzir o imenso abismo social do país. Se o reajuste tivesse
sido apenas pela inflação, o tamanho da oferta de serviços não
cresceria, permanecendo tudo como estava.
Como já disse aqui,
ninguém nega que o déficit público precisa ser equacionado e que
soluções amargas devem ser propostas e discutidas. E todos terão que dar
sua contribuição, ricos e pobres. Mas Michel Temer, seu porta-voz
Henrique Meirelles e centenas de congressistas demonstram um carinho
grande com o andar de cima ao propor uma medida que limitará gastos que
mexem diretamente com a qualidade de vida dos mais pobres e evitam
aplicar remédios amargos entre os mais ricos.
Falar de aumento de
impostos aos mais ricos é um pecado inominável nos dias de hoje. Propor a
taxação de dividendos recebidos de empresas é crime. Defender a
alteração na tabela do Imposto de Renda (criando novas alíquotas para
cobrar mais de quem ganha mais e isentando a maior parte da classe
média) é um aberração. Isso sem falar que discutir a regulamentação do
imposto sobre grandes fortunas e o aumento na taxação de grandes
heranças (seguindo o modelo norte-americano ou europeu) é passível de
exílio.
Afinal de contas, debater formas de reduzir a desigualdade
crônica sempre foi caso de linchamento ou empalamento em praça pública.
Ou, pior: caso de polícia.
Essas medidas sozinhas não resolvem a
bancarrota para a qual caminhamos por conta do governo Dilma, mas
sinalizaria algo importante: que o país não é mais um lugar no qual os
lucros são privatizados pelos mais ricos e os prejuízos são entregues
aos mais pobres.
O governo ao invés de buscar medidas que
amortecessem o sofrimentos dos mais pobres, que são os que mais sentem
uma crise econômica, tenta preservar quem não precisa ser preservado.
Eu,
se fosse você, lembraria muito bem dos rostos e nomes dos deputados
federais e senadores que votarem a favor da Proposta de Emenda
Constitucional 241, tal qual vocês também lembram dos políticos
condenados por corrupção.
Se tiverem a cara de pau de abrirem a
boca para dizerem que defendem educação e saúde na campanha eleitoral de
2018, condene-os ao esquecimento. Ou os denuncie por propaganda
enganosa.”
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terça-feira, 27 de setembro de 2016
A reforma do Ensino Médio brasileiro
Explicação do que é a medida provisória sobre o Ensino Médio e análise das propostas. Por um professor, profissional da educação. Porque um dos vários problemas da escola brasileira é o fato de qualquer um se achar especialista na área, de acreditar que pode dar pitaco, “porque leu não sei onde”, “porque ouviu dizer” ou “porque no meu tempo”...
E quem tá ralando em sala de aula, que cale a boca. A opinião dos obtusos do tal escola-sem-partido ou a de toscos notórios como Alexandre Frota estão valendo mais atualmente. E, claro, qualquer discussão inteligente ou apenas questionamentos serão tachados de mimimi de professor de história comunista...
Sério, cansaço de argumentação rasteira. Pobre. Cafona. Burra.
Sério, cansaço de argumentação rasteira. Pobre. Cafona. Burra.
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segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Vim, li e morri!
Sim, nosso jornalismo é uma ficção...
Dá até pra visualizar a Suiça toda, boquiaberta com tamanha coragem e integridade, né?
Mais ou menos quando neva por aqui, e os jornais noticiam que o mundo ficou impressionado com a “nossa” neve...
Claro, é só uma questão de plano.
Uma vez em prática, estaremos amando Temer loucamente... |sqn|
E nós precisamos saber de todos os detalhes, né?
Assim como o Universo, a cara de pau não tem limites
(e queria entender qual é a da imagem).
Gente, o Papa é pai!!!!
E a imprensa admite isso como algo racional, natural.
Obrigada, Gazeta do Povo, o grande jornal do Paraná.
Chupa, resto do mundo! É nóis!
O que viria a ser um “encontro de explosivos”?
Quando o Tony Soprano encontra a Viúva Porcina?
Dá pra escolher?
Moçada, agora, é cada um por si!
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Tá bôua Santa?,
Tudinveja
domingo, 18 de setembro de 2016
Nossos jornais são uma ficção
O Diário Catarinense |grupo RBS|encontrou um procurador pra chamar de seu.
Muito amor envolvido...
Sério, DC?
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terça-feira, 6 de setembro de 2016
Revoltadão nacional na patrulha
Nem charge escapa!
Charge do Paixão na Gazeta do Povo (06.09).
Leitor paneleiro não gostou. E toma satisfação do cartunista. Oras.
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domingo, 4 de setembro de 2016
Jornalismo nos últimos dias
Em reportagens sobre manifestações populares, as regras são: não dê destaque. Esqueça o manchetão negritado e em caixa alta das notas sobre cortejos verde-amarelos, com panelas a bater e viventes pedindo a volta dos militares. Não tendo destaque, ninguém fica sabendo sobre o fato, não é mesmo? Além do mais, noticiar é fazer publicidade, e essa, só com valor fechado com antecedência.
Nas fotênhas, escolher os closes, dá a impressão de menas gente. E claro, close em vivente jogando pedra. Se for preciso, replica-se a mesma foto em vários ângulos, várias exposições. Dá a impressão de momentos diferentes, de mais “baderneiros”.
Não publicar números. Não dar destaque ao vivo. Botar resumo posterior, destacar vitrine de banco quebrada, abusar de palavras como “vandalismo“, “quebra-quebra” e “violência”. Ao se referir à ação do Choque, escolher entre “conter o confronto”, “se defender de black-blocs” e “restabelecer a ordem”. A utilização do futuro do pretérito é obrigatória nesses casos.
Ficar de plantão para o caso de famosos se separarem, publicarem algo polêmico; canonizações, criancinhas doentes e animais fieis também entram na lista, assim como a eleição de “musas” de qualquer coisa. Mostrar peito e bunda e apostar na parada geral para comentá-los.
Afinal, se a gente não publica um fato, ele deixa de existir. Né?
NÉ?!!
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