Não adianta ser intelectual, apoiar um feminismo de publicidade e
estampar mulher corajosa genérica no perfil do fêici, se nas suas
escolhas de todo-dia ainda imperam misoginia, transfobia e homofobia. A
passividade (homo) sexual usada como xingamento, o relacionamento
lésbico entendido como mais um item à disposição do voyeurismo, o
exercício livre da sexualidade feminina julgado como indignidade, o
feminismo visto como exagero ou “manifestação errada,
peraí-que-vou-explicar”, a desqualificação exercida sistematicamente por
conta de aparência e gestos – nada disso é zerado só por que você se
define como progressista, vanguardista, disquerda; ao contrário, soma na
conta machista mais reacionária e persistente desses tempos difíceis...
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