domingo, 23 de julho de 2017

terça-feira, 11 de julho de 2017

Imprensa de arraial e bairrismo fuleiro

. .



Tudo bem, a gente tem colunistas constrangedores, uma imprensa capachona 💰💲, governos corruptos & empresários mafiosos. Mas a gente é mais lindo do mundo! Tá? Lide com essa manga, universo!






sexta-feira, 7 de julho de 2017

Tá tudo bem

.



Então, gente. Tá tudo bem. As instituições estão funcionando. Não fale em crise, trabalhe. Quem é competente se estabelece. Quem não deve, não teme. Seja como for, o mercado vai regular tudo no tempo certo. Né?


NÉ?!



quinta-feira, 25 de maio de 2017

Dá um reset nesse país!

.

 “Sabe quando alguém está jogando videogame e, de repente, a tela congela, o controle não responde, trava tudo? Pois, bem, nesta quarta (24), o Brasil deu tilt.”



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Imprensão bolado

É mais do que sabido que o imprensão brasileiro, pesado e praticamente institucional, é o porta-voz das elites política e econômica. Sempre pronto a dar a versão oficial, o chavão da vez a ser repetido até que se acredite nele. Tudo, é claro, com uma bonita aura de informação, debate e esclarecimento (um cenário mais lindão que o outro, galere!).

Só que quando o forninho cai, Giovana, parece que alguém chutou o formigueiro, e aí, é aquele corre-corre, desinformação a metro e concurso da chamada mais tombativa. Dá nisso:

Recordar é viver, né? Fantástico, anos 70: enquanto o general Geisel fechava o Congresso, Hélio Costa, gravatas do além, narrava peripécias de OVNIs, abduções, menino da bolha, parapsicologia e todo um repertório de x-files, numa voz pausada e cabulosa.   
🙈


É classificados? Já dá de anunciar aquele Monza 97 também?
😶



Imprensão apoia geral. Mas saliva e samba na cara quando detecta perdedores e decepção no ar.
😈 


Pôxa, William... 
😐


Nos 5 estágios da aceitação de mudanças drásticas, os editorialistas do Estadão jogaram a âncora na negação e não arredam nem com vendaval.




Idem. 
😵




Eliane Cantanhede: colunista e poeta. *Suspiros*. 
 😍




Justo agora, né, Eliane? Quando você ainda estava aproveitando fama (e memes) pela entrevista de uns dias atrás... Que graça os dois, néam?
😒 
 


Pôxa, Cristiana... 
😐



Oi? PF aderiu à guilhotina, é isso? 
😱
   

quinta-feira, 13 de abril de 2017

“No meu tempo” – modalidade entorno


Gosto da expressão “no meu tempo, isso-aqui-tudo era mato”. Patrimônio cultural brasileiro, me foi transmitido uns 40 anos atrás, e eu carrego a tocha adiante. Mas hoje, me inclinei mentalmente perante o tiozinho que animava uma conversa coletiva no busão – quem por engano cruzasse seu olhar, era automaticamente incluído.

Ele falava do tempo em que era menino e participava de uma equipe de remo. E apontava a via por onde o ônibus passava – a saber, em Florianópolis, há regiões que foram aterradas nos anos 60/70. A ilha “avançou” mar adentro, pra dar espaço a avenidas e a obras muitas vezes de objetivos e execução duvidosos... Pois era bem ali, onde passávamos, que ele remava. Com um largo gesto circular, ele explicou: “naquele tempo, isso-aqui-tudo era água”.

 

Respeito.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Versões francesas de sucessos brasileiros


Hoje na facul: coleguinhas falando sobre músicas de infância que eram versões de músicas francesas, como a “dos dedinhos”, cantada pela Eliana, que usa a melodia de Frère Jacques.

Bom, a primeira coisa que me veio à cabeça foi a juventude d@s coleguinhas, né? Uma vez que eu já era beeeeeem adulta quando saiu a tal música dos dedinhos – enquanto @s coleguinhas estavam de pijaminha, dançando na frente de TV e provavelmente balbuciando a letra... Tá. Mas mistura de gerações, no final das contas, é sempre bom. Então, daqui do meu lugar de fala vintage, lembrei as músicas francesas que são versões de sucessos brasileiros – informação que gerou váááários pontos de interrogação, pois por uma questão de espaço-tempo, não são conhecidas da moçada.

Então, pra ilustrar, aí vão! (em especial pra Janny F. e pro Luiz B):

 Nem vem que não tem (Wilson Simonal, 1970)... 📻


... virou Tu veux ou tu veux pas (Marcel Zanini) – espécie de si queres, queres, se não queres, dizes  😂

 

|teve versão da Brigitte Bardot, não menos pior 😬| 

Partido alto (Chico Buarque, 1972)...🎼


... se transformou em Qui c'est celui là? (Pierre Vassiliu, 1974) 😨



Você abusou (Antônio Carlos e Jocafi, 1971) ... 🎵


... foi transformado em Fait comme l'oiseaux (Michel Fugain et Le Big Bazar, 1972): 🌈


E À flor da pele (Chico Buarque, 1976)... 🎧


... é conhecida como Tu verras (Claude Nougaro, 1979) 🎤


Mas nessa época, quem tava de pijaminha na frente da TV (ou do rádio) era eu...


quinta-feira, 6 de abril de 2017

A nova Boca do Lixo

Não, o pornozão 70 não voltou atualizado. A deprimência agora monta no oportunismo político e nos anseios paneleiros que querem um filme pra chamar de seu. Acrescentam-se discursinhos emebiêi e justificativas marqueteiras de quinta categoria. Cria-se um trailer épico, digno de Fast and Furious. E pronto! A história do Plano Real vira filme. Roteiro bunda, atuações bosta, frases de efeito, olhares matadores. Prevejo muitas estrelas da Veja. Elogios do Escola sem Partido. Trabalhos de conclusão de curso a respeito.


E não é só isso! Porque trash pouco é bobagem, o novo gênero se firma:


 👉


Já dá pra estender o tapete vermelho? 






quinta-feira, 9 de março de 2017

DC: discrepância catarinense


Há interesse ou não? Qual é a real informação aqui? 





😕 ❓



E aquilo que se propôs como “homenagem”...


... já começou assim:


🙈
Periódico de leitura, no mínimo, esquizofrênica.


Não é suficiente


Não adianta ser intelectual, apoiar um feminismo de publicidade e estampar mulher corajosa genérica no perfil do fêici, se nas suas escolhas de todo-dia ainda imperam misoginia, transfobia e homofobia. A passividade (homo) sexual usada como xingamento, o relacionamento lésbico entendido como mais um item à disposição do voyeurismo, o exercício livre da sexualidade feminina julgado como indignidade, o feminismo visto como exagero ou “manifestação errada, peraí-que-vou-explicar”, a desqualificação exercida sistematicamente por conta de aparência e gestos – nada disso é zerado só por que você se define como progressista, vanguardista, disquerda; ao contrário, soma na conta machista mais reacionária e persistente desses tempos difíceis...

terça-feira, 7 de março de 2017

Cuidado, mídia!

* 

Trecho de 
Narrativa pobre, repetição exaustiva da notícia e sensação de guerra: 
o papel da mídia 

Mariana Bicalho





Mariana Bicalho é Mestranda em Teoria do Direito pela PUC Minas. Advogada.
Texto completo: 👉


domingo, 12 de fevereiro de 2017

Mas é só sua opinião... e ela é longa

Então, assim: se você vem das matemáticas, engenharias, biológicas, médicas, das veiz, jurídicas, ok. A cada vez que há uma explicação a ser feita sobre determinado assunto, é justo – e até desejável – que quem explica diga que é preciso entender vários aspectos, diferentes conceitos, informações aparentemente desconexas. Ficamos ali, “uau! Quanta coisa eu desconheço”. Se você for dazumanas, literárias, artísticas & cia., não interessa o que quanto você sabe, quanto estuda, pesquisa, compara ou conhece: tudo será entendido como opinião apenas; todo argumento será longo demais, complicado demais, politicamente correto demais. Dá a impressão de que são temas sobre os quais não há estudos, não há análises – a minha opinião basta e pronto. Se você desconhece a diferença entre prótons e elétrons, é bom nem começar a discutir física, pois seus argumentos serão invalidados. Agora, se você nunca tiver ouvido falar sobre aspecto históricos e sociológicos de determinado tema, vá em frente! Afinal, é só questão de opinião. E não estamos a fim de loooongas explicações, dados, conceitos, informações aparentemente desconexas, não é mesmo?

Em tempo: existe muito sociólogo e profe de literatura bem bosta; do mesmo jeito que há engenheiros, médicos e físicos igualmente bosta. Uma área de atuação não confere competência. Da mesma forma que não permite pitacos sem nexo.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Vivendo na série “The Sopranos”

Acordo achando que caí num dos episódios de Sopranos. Aqueles que se passam num canto podrão de New Jersey, com descarregamento de caminhões de lixo. Mas não, ufa! É apenas a nossa boa e velha República, esfregando na nossa cara as bolas de sua macheza, a temência a deus, as feições indignadas, o racismo, a obsessão pela família, a violência legalizada, o mau-caratismo empertigado. Salpique com cinismo e sirva frio – só sai da mesa quem engolir tudo.



.